Residências com cachorros sofrem menos tentativas de assalto do que aquelas que não os possuem. No entanto, ter um cão de guarda requer conhecimento. A falta de informação ou inexperiência dos proprietários ocasiona a criação inadequada dos cães que, tornando-os em um perigo para as pessoas que convivem com eles e para a comunidade.
Muitas raças de cães de guarda foram perdendo suas características originais, em razão de cruzamentos errados e não controlados, gerando cães excessivamente bravos e cães medrosos que não se prestam à finalidade de guarda. Assim, para escolher o cão ideal, é importante conhecer um pouco do padrão da raça e buscar um canil idôneo que selecione animais de temperamento bem definido para os acasalamentos.
Morder é uma atitude natural de todo filhote. O cachorro de guarda, especialmente, deve ser desestimulado a fazer isso. Esse hábito se tornará um problema quando o cão for maior. Quando o filhote começar a morder, diga 'NÃO' bem firme e, caso ele insista, diga 'NÃO' novamente, segurando-o pela pele atrás do pescoço, e deixe-o preso por alguns minutos.
Nunca provoque o cachorro com panos, não o irrite para que ele morda. Ensine-o comandos básicos, pois obediência é a característica mais importante e desejável quando se possui um cão.
O cão jamais pode rosnar para o dono. Isso significa que ele quer "mandar no pedaço". Em se tratando de uma raça de guarda, é possível imaginar o desastre que será se o cão achar que pode fazer o que quer. Na primeira rosnada, segure o focinho do cão ou contenha-o pela pele atrás do pescoço e diga NÃO! Essa é uma palavra que ele deve entender desde o primeiro dia que chegar em sua casa.
Manipule o cãozinho frequentemente, mexa nas orelhas, abra sua boca, segure suas patas e olhe entre os dedos, pegue sua vasilha de comida e escove seus pelos. Com isso, ele se acostumará com essas práticas e não estranhará quando for adulto.
O adestramento começa desde o primeiro dia. Para aqueles que não são tão experientes, é possível contratar adestradores profissionais, quando o filhote tiver 6 meses. Mas nesse caso, a responsabilidade do dono na educação do cão não pode ser inteiramente passada para o treinador. O adestrador deve ensinar o cão a atender comandos e o dono a comandar. Somente um trabalho conjunto dará resultado. Ou então, o cão obedecerá apenas ao adestrador e todo o investimento será em vão.
Cães de guarda, a menos que sejam utilizados por pessoas experientes, não devem receber outro adestramento além da obediência básica. Treinar o cão para o ataque é como entregar uma arma municiada a uma criança. Pessoas inexperientes com cães de guarda, não conseguirão controlar seus cães, caso eles ataquem.
Infelizmente ainda existem pessoas com a mentalidade de que o bom cão de guarda é aquele que morde e ataca tudo que vê e que deve ser mantido preso em correntes ou canis, sem contato com pessoas de fora para que 'ele fica bravo'. Animais criados dessa forma são aqueles que, quando escapam, atacam e matam pessoas nas ruas ou causam mutilações nas vítimas. O cão de guarda foi selecionado geneticamente para guardar seu território e seu dono, por isso, não é preciso "deixá-lo bravo" com o isolamento.
O instinto de guarda manifesta com 1 ou 2 anos de idade. É preciso passear com o cão sempre preso à guia e com focinheira, submetendo-os a vários estímulos externos como sons, pessoas que ele não conhece, bicicletas e carros passando, para que ele saiba discernir quando deve atacar, ou seja, reconhecer uma situação estranha a seu dia a dia.
Prenda sempre seu cão de guarda quando for sair ou entrar com seu carro da garagem. Colocar placas advertindo que a residência possui cão de guarda e tenha certeza que os muros de sua casa sejam de altura suficiente para conter o cão.
O bom cão de guarda é um animal controlado, que sabe andar na rua e não ataca por qualquer motivo. O bom dono é aquele que tem a responsabilidade de criar um bom cão de guarda e mantê-lo sob seu controle com segurança. Aqueles que desejam ter uma 'fera' em casa, não devem comprar um cão de guarda.