A vacinação é a melhor forma de proteger os animais de doenças virais. No entanto, mesmo vacinados, alguns poucos cães ou gatos adoecem.
Vários fatores influenciam na eficácia da vacina. Ela precisa ser aplicada por veterinários, ser bem conservada e o animal estar em boas condições de saúde para recebê-la. As falhas vacinais podem estar relacionadas ao organismo ou a vacina.
O efeito bloqueador dos anticorpos maternos é uma das maiores causas de falha vacinal. Os anticorpos recebidos pelos filhotes, via transplacentária ou via colostro, podem neutralizar os antígenos vacinais, impedindo com que o filhote desenvolva defesas suficientes para proteger-se. A idade ideal para se iniciar um programa de vacinação é variável, pois depende da quantidade de anticorpos recebida pela mãe e pelo nível de desafio do ambiente em que o filhote se encontra.
Em uma população, nem todos respondem da mesma forma à uma vacinação. Uma pequena parte dela, independentemente de ter recebido um esquema de vacinação adequado, não produzirá uma resposta imune eficaz. Da mesma forma, outros 5% da população produzirá uma excelente resposta e a grande maioria da população, cerca de 90%, produzirá uma resposta imune satisfatória. A imunossupressão adquirida é, na maioria das vezes, desencadeada pelo uso de drogas imunossupressoras como corticoides e quimioterápicos. Estes medicamentos só interferem na resposta vacinal se estiverem sendo usados em altas doses e por um longo período de tempo.
Animais que estão incubando qualquer enfermidade não promovem uma resposta imune ideal à vacinação. Aqueles que estejam apresentando sinais clínicos não devem ser vacinados. O ideal é esperar que o animal se restabeleça para ser vacinado.
Dentre outros fatores individuais que podem levar à uma falha vacinal podemos citar a presença de endoparasitos, animal jovem demais ou muito idoso, cio e gestação diminuem a resposta do organismo à vacina, má nutrição e estresse
Outro quesito importante é a conservação da vacina. Temperaturas mais altas ou mais baixas que a indicada podem influenciar na eficácia do produto, principalmente naqueles que possuem vírus vivo modificado. Os antígenos mais prejudicados são aqueles provenientes de bactérias ou vírus mortos.
Em relação ao manuseio, nunca se deve misturar duas vacinas diferentes na mesma seringa, a não ser que exista a indicação na bula do produto, pois é necessário que o laboratório fabricante tenha testes comprovando que a aplicação em conjunto não vai interferir na eficácia dos produtos.
Outro ponto que pode influenciar na eficácia da vacinação é a qualidade da vacina. A massa antigênica utilizada (quantidade de vírus ou bactérias), a qualidade do adjuvante de imunidade (adicionado à vacina para estimular a resposta imune), a cepa vacinal (tipo de vírus e bactérias) e a atenuação das cepas (técnica para neutralizar os vírus e bactérias usados nas vacinas).
Para que a vacinação seja eficaz, diminua os riscos de falha levando seu cão ao veterinário, que é a pessoa mais capacitada para vacinar o animal.