Como os seres humanos, os animais se tornam idosos e o corpo sofre as consequências da idade. Como os animais geralmente vivem menos do que os seres humanos, eles envelhecem mais rapidamente e, às vezes, os donos não percebem. Um gato ou um gato com apenas 6 anos de idade já está idoso, por exemplo. Considerando que a vida média desses animais é de 12 anos, podemos dizer que aos 6 ou 8 anos eles começam a envelhecer. Existem animais que podem viver muito mais do que a média, podendo chegam aos 18 anos ou mais. Essa longevidade pode ser explicada pela predisposição do organismo e os cuidados que ele receberá quando começar a envelhecer. O dono deve ficar atento e conhecer as doenças que podem acometer seu animal a partir de 7 ou 8 anos de idade.

Alterações ósseas como calcificações nas vértebras da coluna ou hérnia de disco são comuns em cães e gatos idosos, principalmente nos obesos. O animal pode começar a mancar e tem dificuldade de pular ou subir em locais mais altos, como um sofá. Quando palpado na região da coluna, ele sente dor e com a progressão do quadro o animal passa a ter incoordenação nos membros, não consegue mais se levantar. 

O paciente deve ser levado ao veterinário tão logo apresentar o quadro para uma avaliação clínica juntamente a exames de raio-X e mielografia. O tratamento dependerá do grau da lesão podendo ser necessário realização de cirurgia para correção do problema.

A catarata é uma condição em que o animal vai perdendo a visão gradativamente, uma vez que o cristalino (estrutura interna do olho) vai tornando-se translúcido. Quando observado à luz, o olho do animal tem manchas brancas. Com o passar do tempo, a catarata evolui e o animal passa a não enxergar, já que o cristalino está totalmente opaco e o animal tem os olhos bastante esbranquiçados. 

Quando diagnosticada precocemente, a catarata pode ser tratada para que sua evolução seja mais lenta. Nem todos os casos respondem bem ao tratamento. No caso de cegueira, existe cirurgia para catarata em animais. 

A saúde de um animal começa pela boca. A perda dos dentes é prejudicial e é algo que o dono pode e deve prevenir. Os cães e gatos perdem os dentes, normalmente, pelo acúmulo de tártaro já que é uma missão quase impossível a escovação deles. Avaliações periódicas da cavidade oral devem ser realizadas desde jovens, e a prevenção e/ou remoção do tártaro devem ser feitos. Mau cheiro na boca do gato ou os dentes estão muito amarelados, são indicativos que é hora de visitar o veterinário. Muitas vezes, quando é feita a profilaxia bucal, diversos dentes já poderão estão perdidos. Alimentar o animal com ração seca ajuda a prevenir o tártaro, além de outras medidas como evitar dar comida caseira.

Cães e gatos idosos ou obesos podem se tornar diabéticos. O pet diabético apresenta magreza, embora coma muito. Bebe água exageradamente e urina demais. Pode apresentar catarata associada ao quadro. Este paciente deve ser levado para uma avaliação clínica e realização de exames complementares.  A administração de insulina é feita para o controle da doença na maioria dos casos. A dose deve ser calculada e regulada pelo médico veterinário. 


Com o a longevidade, pets idosos podem apresentar alterações cardíacas. Alguns animais compensam essas disfunções e vivem bem, sem sinais clínicos. Outros apresentam sinais claros de cardiopatia. Cansaço além do normal, tosse que pode ser confundida com um engasgo após exercícios e língua arroxeada após uma situação de excitação, são sinais de um gato cardiopata. É necessário a realização de um eletrocardiograma, ecodoopler e um raio-X da cavidade torácica para avaliar o grau da cardiopatia e indicar o melhor tratamento. A obesidade deve ser evitada em gatos cardiopatas.


Quando o rim perde a sua capacidade de filtrar e não consegue mais reter a água, temos um quadro de insuficiência renal crônica. Emagrecimento, ingestão exagerada de água, poliúria (urina em grandes quantidades), perda de apetite, vômitos e anemia são sinais do quadro. O rim deixa passar substância importantes como vitaminas, e retém toxinas que deveria eliminar. Quanto mais cedo o diagnóstico maior a sobrevida. Rações específicas para o quadro e complementos vitamínicos são necessários no tratamento juntamente com o acompanhamento veterinário. A hemodiálise pode ser necessária nos casos mais graves.

Mudanças hormonais acontecem no organismo com o passar dos anos levando ao aparecimento de várias patologias no animal. No trato reprodutivo das fêmeas, a infecção uterina ou piometra uma das principais. Acometendo animais de meia idade e idosos não castradas, apresenta sinais clínicos como perda de apetite, vômitos, aumento súbito do volume do abdômen, corrimento vaginal intenso e apatia. É um quadro de urgência e a paciente deve ser encaminhada ao veterinário imediatamente pois ela está correndo risco de morte. Contraceptivos (anticoncepcional) vendidos em casa de ração também podem causar a piometra e o seu uso sempre é contraindicado. O único tratamento eficaz na piometra é a cirurgia de retirada do útero e ovários.

Não muito raro, nódulos podem aparecer nos animais em qualquer fase de sua vida. Estes podem ser desde cistos e até mesmo um câncer agressivo.  Este paciente deve ser avaliado pelo veterinário para um diagnóstico preciso e tratamento adequado para o caso. Quanto mais precoce o diagnóstico maior a chance de salvar ou prolongar a vida de um animal. Estes nódulos devem ser retirados cirurgicamente e enviados para exame histopatológico.

A velhice chega para todos e as consequências dela também. Envelhecimento dos nossos pets é inevitável mas podemos proporciona-los uma “terceira idade” com saúde.

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